Mas todos e cada um de nós vamos ser chamados a mudar de vida. Uma vida pautada não pelo ter sempre mais, mas por viver melhor, escolhendo modos de viver que possam conduzir, de acordo com as escolhas individuais, ao pleno e permanente desabrochamento de si.
Não tenhamos medo. Vamos todos ser convidados a optar por menos tempo de trabalho, para que todos possam ter uma ocupação, um trabalho, não só remunerante mas também gratificante e realizador.
Vamos ter de ser inventivos, criativos no plano individual, familiar e social. É esta via que conduzirá a que todos possam dispor de oportunidades para ascenderem aos níveis mais elevados das actividades humanas.
Neste novo desafio de mudança, vão existir dificuldades, para cada um e para as sociedades. Não devemos ter medo. Em todas as épocas de verdadeira mudança - de mudança civilizacional - emergem sempre dramas, dificuldades na adaptação, desafios a investimento noutros valores. Os tempos que se aproximam vão obrigar-nos a descolonizar o nosso imaginário: dos objectivos do «ter sempre mais», para o objectivo do «ser melhor», «viver melhor». Acredito que vai ser doloroso para muitos, mas não devemos ter medo. Do futuro.
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